Evitando a inflação com Bitcoin: cripto como Hedge
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Mariana Scabello
jan 17, 2023 7 mins read

Evitando a inflação com Bitcoin: cripto como Hedge

Com as taxas de inflação disparando em muitos países ao redor do mundo, investidores sensatos estão procurando oportunidades alternativas que sejam menos suscetíveis a desvalorizações ao longo do tempo. Alguns consideram as criptomoedas, e o Bitcoin em particular, uma solução ideal, em grande parte graças à sua escassez e ao seu aumento de valor ao longo do tempo.

Neste guia da AAG Academy, veremos a inflação e o que ela significa, por que os investidores precisam se proteger contra ela e por que muitos acreditam que o Bitcoin é uma ótima opção.

O que é inflação?

Na economia, inflação é o nome que usamos para descrever duas coisas: um aumento nos preços de bens e serviços e uma queda no valor do dinheiro. A inflação está sempre acontecendo, pois as moedas estão constantemente perdendo valor ao longo do tempo. É por isso que sua barra de chocolate ou refrigerante favorito custa muito mais hoje do que quando você era criança.

A maioria dos economistas acredita que algum nível de inflação é bom para a economia, no entanto, quando a taxa de variação aumenta muito rapidamente – como estamos vendo atualmente em muitos países ao redor do mundo devido a uma série de fatores econômicos – pode ter um efeito negativo. Especialmente quando os custos de bens e serviços essenciais aumentam mais rapidamente do que o previsto.

A taxa de inflação visa medir o impacto dessas mudanças em um grupo diversificado de produtos e serviços, ao invés de apenas um ou um determinado grupo de coisas, durante um período de tempo. Isso fornece uma imagem mais clara de seu impacto geral, pois contamos com uma ampla gama de itens básicos e essenciais para viver uma vida confortável, como água, comida, abrigo, energia e transporte.

Uma das maiores causas da inflação, de acordo com a maioria dos economistas, é quando o crescimento da oferta monetária de uma nação supera seu crescimento econômico. Isso força a autoridade monetária de uma nação – na maioria dos casos, seu banco central – a tomar medidas para administrar a oferta monetária e ajustar as taxas de crédito em um esforço para garantir que a economia continue funcionando da melhor maneira possível.

Quais são os efeitos da inflação?

Conforme mencionamos na seção anterior, um dos maiores efeitos da inflação é o aumento do preço de bens e serviços. Quase tudo, desde o básico como água, comida e energia, até o “não essencial” como smartphones e videogames, fica mais caro em um ritmo mais acelerado do que o normal. No entanto, na maioria dos casos, nossos salários e taxas de pagamento não acompanham.

Por exemplo, a taxa de inflação pode ser de 6%, o que pode causar um aumento significativo no custo de itens como eletricidade, combustível e hipotecas. Mas nossos salários podem aumentar apenas 3-4% a cada ano, se tivermos sorte. Com o tempo, bens e serviços se tornam cada vez menos acessíveis. Esta é a razão pela qual é significativamente mais difícil comprar sua primeira casa hoje do que há 30 anos.

Além disso, a inflação faz com que os empréstimos e hipotecas existentes com taxas de juros variáveis se tornem mais caros – uma vez que seus pagamentos aumentam de acordo com a taxa de inflação – e reduz o valor de qualquer dinheiro que você economizou, incluindo sua aposentadoria, porque esse dinheiro não se estende tanto quanto antes e, portanto, seu poder de compra é reduzido.

Quais são alguns exemplos de inflação?

Já mencionamos alguns exemplos de como a inflação pode afetar certos aspectos de nossas vidas, e basta olhar para o que está acontecendo no mundo agora para vê-la em ação. A crise contínua do custo de vida que muitos países estão enfrentando fez com que o preço de inúmeros itens essenciais – incluindo energia, combustível e alimentos – aumentasse significativamente em todos os setores.

Nos Estados Unidos, em junho de 2022, o índice de preços ao consumidor, que mede a variação média dos preços ao longo do tempo, aumentou para 9,1% – seu nível mais alto desde novembro de 1990. Os preços da gasolina ultrapassaram US $5 por galão conforme o preço do petróleo aumentava, em grande parte graças à invasão da Ucrânia pela Rússia, que teve um grande impacto no fornecimento de muitas commodities.

Outro exemplo grave de inflação na história recente é a crise financeira de 2008, durante a qual o custo da maioria dos produtos e serviços aumentou substancialmente e os preços do petróleo atingiram um recorde histórico, enquanto os valores das propriedades caíram quase 20%. Durante esse período, muitos trabalhadores perderam seus empregos quando as empresas fecharam, incapazes de acompanhar os preços em alta.

Por que você precisa de um hedge contra a inflação?

Dado que o valor de muitos investimentos, incluindo poupança, aposentadoria e títulos do tesouro, cai como resultado da inflação, faz sentido procurar oportunidades de investimento que sejam amplamente imunes às taxas de inflação e ao declínio do poder de compra. É aí que entra o hedge – um termo que no mercado financeiro é sinônimo de proteção – são opções de investimento que mantêm seu valor, ou até mesmo valorizam durante os ciclos inflacionários, aumentando assim o seu poder de compra.

Se você colocar $5.000 em uma conta poupança hoje e não mexer nela por 10 anos, ela terá aumentado um pouco, graças aos juros. No entanto, ele não terá aumentado tão rapidamente quanto a inflação e, portanto, quando for retirado uma década depois, o que você pode fazer com esse dinheiro é consideravelmente menor do que você poderia fazer hoje.

A proteção contra a inflação envolve colocar seu dinheiro extra em oportunidades alternativas que não são afetadas negativamente pela inflação. Isso pode incluir uma estratégia de investimento em hedges, como a compra de ações, a aquisição de imóveis ou a colocação de dinheiro em fundos de investimento imobiliário (REITs), o investimento em serviços protegidos contra a inflação do tesouro (TIPS) ou talvez até a compra de criptomoedas.

O Bitcoin pode atuar como um hedge contra a inflação?

O Bitcoin é considerado uma criptomoeda imune à inflação porque, ao contrário das moedas fiduciárias, que se tornam cada vez menos valiosas com o passar dos anos, o preço do BTC aumentou exponencialmente ao longo do tempo. Mesmo hoje, durante um mercado em baixa, que viu o preço de todas as criptomoedas cair consideravelmente, o BTC ainda vale muito mais do que há cinco anos.

Por exemplo, se você tivesse comprado cinco BTC em 2017, teria custado aproximadamente US $5.000. No entanto, a mesma quantidade de BTC hoje seria vendida por pouco menos de US $84.000. E se o valor do Bitcoin retornar ao seu máximo histórico – o que provavelmente acontecerá novamente em algum momento no futuro, devido ao desempenho passado – cinco BTC valeriam incríveis $325.000.

Uma das razões para isso é que o Bitcoin, ao contrário das moedas fiduciárias e da maioria das outras criptomoedas, não é ilimitado em seu suprimento. Cerca de 18 milhões de BTC foram cunhados até o momento e, quando esse número atingir cerca de 21 milhões, o que deve acontecer até o final de 2078, será impossível cunhar mais. Essa escassez deve torná-lo ainda mais valioso ao longo do tempo.

Obviamente, as criptomoedas são muito mais voláteis do que outros investimentos, o que significa que você pode esperar que seu valor flutue de forma mais regular e significativa do que algo como ações, por exemplo.  No entanto, a história nos mostrou que não importa o quanto o valor do Bitcoin caia durante os períodos de baixa, ele tende a se recuperar, às vezes para outro novo máximo.

Deve-se notar, no entanto, que nem todos consideram o Bitcoin e outras criptomoedas opções de investimento imunes à inflação. Durante o clima atual, a criptomoeda como um todo sofreu um declínio significativo de valor, assim como a maioria das outras moedas e muitos setores. Os investidores têm menos dinheiro para investir e, portanto, a demanda é reduzida.

Referências

Perguntas Frequentes

O debate sobre se a criptomoeda é ou não um hedge contra a inflação está longe de terminar, mas existem algumas alternativas de investimento que podem ser apostas mais seguras, como ações, imóveis e serviços de proteção contra a inflação do tesouro.

Muitos consideram o Bitcoin um bom hedge, mas eventos econômicos recentes sugerem que ele pode não ser tão imune quanto inicialmente previsto. Como outras moedas e indústrias, o valor do Bitcoin caiu consideravelmente durante a crise do custo de vida.

Um aumento da inflação significa que o custo de vida aumenta. Bens e serviços dos quais dependemos para uma vida confortável tornam-se mais caros e temos menos dinheiro sobrando. Isso faz com que a demanda por Bitcoin caia porque menos pessoas estão procurando investir nele.

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Sobre o autor

Mariana Scabello
Country Manager
Brazil
Tradutora interna da AAG para comunidade da língua portuguesa, criadora de conteúdo e experiente no mundo editorial.

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Esse artigo foi feito para divulgar informações gerais para ajudar a educar um segmento amplo do público; não deve servir como informações de investimento, legais, ou como qualquer outro tipo de recomendação profissional ou empresarial. Antes de tomar quaisquer ações, você deve sempre consultar seu próprio profissional legal de finanças, de imposto, de investimento ou qualquer profissional que possa dar recomendações em assuntos que afetem a você e seu negócio.

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